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30/09/2020

Kratos : Perspectivas compartilhadas.

 

    Um dia entrei em meu quarto e deparei-me com uma caixa embrulhada em papel de presente em cima de minha cama.  Mal sabia eu, naquele momento que, de certa forma, também se tratava de uma caixa de pandora, pois ao abri-la, também deixei escapar um vício em mim, ao descobrir, dentro dela, um Playstation 2 que  minha irmã havia comprado para mim.

    Assim, jogando avidamente God Of War, conheci Kratos, o Fantasma de Esparta.




    O jogo é construído na perspectiva de 3ª pessoa, ou seja, Kratos é o protagonista

    O jogador, através dos olhos de Kratos, consegue sentir, conhecer e, até mesmo, por uma inclinação restrita, fazer escolhas incongruentes com a personalidade do personagem, contudo, Kratos não é um simples personagem com missões vazias ou funções retilíneas. Nele se encerram dilemas específicos da natureza humana, e sua vingança, sentimento originador de toda sua história,  confere-lhe a individualidade própria dessa condição.


    Ao acompanha-lo em sua saga, é possível maravilhar-se com os lugares por ele visitados, refletir sobre proposições e figuras mitológicas, e, acima de tudo, conhecer os fundamentos de sua vingança. 

 

    Conforme destacou Jorge Luis Borges, toda história se baseia em uma dessas marcas:  sacrifício de um herói, aventura de uma viagem, relato de uma busca, ou até mesmo na situação de um lugar sitiado.


    Dessa forma, quem joga God Of War consegue perceber que a história de seu protagonista  carrega todos essas marcas. Para ele alcançar o seu propósito precisa viajar por diversos lugares, buscar indícios, escapar  de armadilhas e bloqueios por todos os lados, e, principalmente,  o seu próprio sacrifício, afinal,  Kratos está em guerra contra tudo, inclusive contra si mesmo. Nem mesmo o jogador é seu aliado.


    No entanto, no mais recente jogo da série, lançado em 2018 para o Playstation 4, é possível observar, com a evolução do game, também o desenvolvimento do personagem, que, apesar de seu passado, consegue encontrar um certo equilíbrio para sua missão, que agora existe com a figura concreta de um filho que o acompanha, e isso afeta a análise de opções e escolhas no jogo, não havendo mais espaço para decisões irracionais. Seu  ponto fraco foi convertido na presença do filho.


    Penso que  para viver uma experiência filosófica nesse contexto,  é necessário que o jogador de God Of War possua, não somente a habilidade de jogador, mas também a capacidade de fazer uma leitura dedicada e cautelosa sobre as questões que Kratos traz consigo.


    Para quem ficou com vontade de conhecer Kratos, ou quem já está se arrojando através dos passos do herói, indico um site muito relevante sobre games. No "Portal sobre jogos" há dicas interessantíssimas sobre games, e particularmente aqui (link para a postagem) , como passar com destreza pelos percalços da nova responsabilidade de Kratos, em God Of War 2018.


    Um entretenimento, uma recompensa e uma aula, pois a determinação de Kratos, apesar de tantos impasses, sempre permaneceu inalterada.

 

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