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24/04/2019

Eu ando pelo mundo...


Em A Condição Humana, André Malraux faz a seguinte reflexão: 

"O que importa o que só me importa a mim?" 


Pelo menos isso acontece na maioria dos casos. Exatamente o que importa para as pessoas é somente o que é de interesse delas, o que está ligado diretamente ao seu quadro, sua conjuntura, viver o seu momento.
 E outros que estão ao redor delas, por vários motivos, inclusive por convocação imperativa para tal situação , acabam ficando sem o valimento, sem que sejam consideradas suas escolhas, seus pensamentos, suas opiniões.
Em suma, a condição humana é essa que segue nos trilhos. A maioria dita o que é certo, mesmo sendo o errado. Quem normalmente considera o próximo, ponderando o quadro com a extensão de toda a paisagem, não somente o reflexo dos próprios desejos, é a minoria quase nula, e por ser a minoria, é excluída, afinal, não está nos trilhos!
Eu me sinto a minoria...
Porque também, na maioria, está contida a sensação do "tanto faz" para o outro que chora ou ri,  quer ou não quer, gosta ou não gosta...

O "Tanto Faz" reverte a soma em subtração...a escassez do som, do sorriso, da pintura. Veste um traje rotineiro de um remoto e ermo caminho...é como pegar trem para o sul e estar indo para o leste .. O sul estava logo ali mas é tão difícil de alcançar... 
Ir para longe e voltar, ou não voltar, tanto faz...

Portar a liberdade contemplativa para apreciar as coisas é muito bom, todavia isso me torna um pouco dispersiva... e eu fico pensando, pensando, pensando... porque eu ando pelo mundo divertindo gente, chorando ao telefone...