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14/04/2018

Binoculizando a postagem

Olá!
Hoje, recebi uma mensagem um tanto atípica de uma leitora chamada Marcela.
Ei-la!
Oi Diva. Tudo bem?Eu estava fazendo uma pesquisa sobre os verbos que menos usamos e cai em um post seu chamado binoculizar. Li seu post poesia. Não costumo ler poesia mas eu fiquei intrigada sobre o que estava escrito e também com a foto do post.Vc poderia desenvolver mais esse pensamento sobre esse post, já que seu sitese chama pensamentos da diva montalbán?obrigada. Marcela Antunes



Postagem Binoculizar de  março de 2015.
 Assim, voltei em minha postagem Binoculizar, para atender a um pedido tão legal como esse!
Realmente, binoculizar  não é um verbo tão usual, principalmente nos dias atuais.


Quando escrevi o poema, quis me expressar,  utilizando os verbos que nossos sentimentos empregam, e que o tempo também consome quando passa e vai transformando tudo.
Nascer, crescer, ver, amar, semear, regar... e assim por diante. 
No caso do verbo binoculizar, a intenção foi a de despir tais sentimentos  como se o observador fosse aproximando seu olhar, tal qual no uso das lentes de um binóculo. O observador não é o olhar alheio. Quando o tempo está em curso, o alheio não é o mais importante. O olhar do observador, no caso é o próprio olhar.. o Eu, pois os verbos conjugados estão na primeira pessoa do pretérito perfeito... Exatamente... o tempo passado com perfeição, indicando seu passeio através de nossas ações. 
  Eu nasci, cresci, vi  ... E assim por diante, é o olhar que, por necessidade,temos que  lançar para nós mesmos , para nos conhecermos melhor, e podermos conjugar outros verbos com mais sabedoria.
Primeiro olhar sem lentes.. nasci
"Quem nasce , nasce! Pronto!"-  já dizia o velho professor de português, quando exemplificava um verbo intransitivo, que é aquele que não necessita de complemento!
Mas quem afirma que  nascer  não precisa de complemento, é porque não binoculizou o seu nascer... 
Segundo olhar com as lentes do binóculo, nascer, crescer e ver...
 Em cada oração do poema, binoculizo as minhas próprias convicções diante do que fora observado.
Assim, decompondo um a um, o olhar primeiro é o Nascer e o olhar final é o antagônico de nascer.
Falha quem pensa que seria o "Morrer".
Se nascer é o início da vida, morrer é só uma pausa.. Para interromper essa vida, o antagônico é o "Sepultar", mas não sem antes vedar e blindar. hahahahahaa

Já a foto que ilustra minha postagem, trata-se de meu quarto um pouco binoculizado.
A janela está aberta, mas a cortina clara não impede que a luz do sol ilumine o ambiente.
O sol é o presente que o tempo nos dá... Binoculizando mais , da para ver na parede um chapéu mexicano, abaixo a sombra da minha moringa com tequila ((( hahahaha para romantizar mais a postagem mas na verdade é o lustre)))), tem a parte superior do meu espelho e ao lado a haste de uma luminária.
Binoculizando mais, eu estaria ali perto, um pouco ao lado, fotografando essa imagem. E para um olhar mais binoculizado, o que levamos para o quarto é o que nos fará companhia durante o sono, além dos nossos próprios pensamentos.

Besos... :)